sábado, 14 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Porquê ás vezes até mesmo a gente precisa de uma explicação

Não é crime tentar aos trancos e barrancos ser feliz. É crime passar por cima dos outros.
Não é crime tentar esquecer o passado. Crime é mentir sobre ele (Tenho deixado o meu tão longe, que às vezes lembro que tenho uma certa responsabilidade com o que um dia foi).
Não é crime perdoar, perdoar, perdoar. Crime é quando esquecemos nossos valores.
Não é crime acreditar fidedignamente nas pessoas.  Crime é esquecer quem somos em função de.
Não é crime ter o coração partido, dilacerado. Crime é se fechar numa redoma.
Não é crime se perdoar também. Se desculpar pelos erros.
Não é crime nada do que se faça pra ser feliz, desde que não prejudique os outros.

Não tenho vergonha das escolhas. Das decisões. Tenho vergonha das negligências, das faltas.
Dos excessos: jamais! 
Estou aqui e ponto. Foram elas (as escolhas) que me trouxeram aqui. encontro-me nesta poltrona pseudo-segura onde observo ora de longe, ora de perto as vidas que afetei.
Claro que vez em quando rola um 'e se'. Uma vontade de voltar. Um querer não vir, não ir ( verbo conjugado em todos os tempos possíveis e imagináveis).
Poderia ter ficado parada esperando as coisas acontecerem, mas eu fui atrás. Eu corri, eu gritei, eu cansei. Só Deus sabe quantos arranhões eu levo na alma. Só Ele, porquê os escondo tão bem guardados no mais profundo da alma, que eu mesma nem sei se consigo contar. Só sei que estão lá, muitos deles com aqueles esparadrapos enormes fazendo um 'xis' em cima da ferida que não sangra mais, mas derrama muito exsudato. 
E tem neguinho que quer me rotular pela minha fisionomia sentada em uma cadeira de rodinhas confortável. Saibam que menos do que eu sou é esta Paula que vos fala e vos trata nas manhãs de segunda-feira. 
Sou muito mais a Paula deitada na rede, escondida com medo da infelicidade  me encontrar novamente. Não que eu esteja extremamente feliz, apenas, considero confortável, bem mais que a cadeira que sento todos os dias.

sábado, 9 de junho de 2012

Às vezes eu acho que a gente caminha assim:
Damos vários passos à frente. Gostosos, deliciosos. Em terreno bom de caminhar.
E de repente:
Retrocedemos alguma coisa em terreno árido de estar.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dia dos namorados


"E eu tenho vontade se segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E que entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz: a gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida." 
(Tati Bernadi) 

"Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe." 
(Ana Jácomo)


Mais uma dele II

Feriado prolongado em casa.
No meu quarto vago pela net. Gustavo no dele assiste TV. De repente:
-Mamãe eu tô entediado.
Corro até ele, encho de beijos e faço cosquinha.
-Mamãe pára que isto não está tirando o meu 'entédio'.