quarta-feira, 8 de abril de 2015

Primeira Semana

Sim, agora estou tranquila. Não tão tranquila, porquê hoje eu rodei um carro igual ao seu; Mas, esteve pior... eu chorei dois dias seguidos. Chorei até na frente das pessoas. Chorei pela decepção. Porquê você era, na minha concepção, o ultimo solteiro bacana pelo qual eu dispensaria tempo, suor e sentimento (muito sentimento). Cheguei a comentar isso uma vez; que se você me decepcionasse eu desistiria do amor. 
E o fato de eu estar, teoricamente tranquila, é devido ao fato de que eu sei que o que tem que ser tem muita força. Uma força imensurável. Então estou tranquila. Apenas me perguntando se eu devia te procurar para saber a versão do lobo, ou se para pedir minha sandália cara de volta, ou não procurar de jeito nenhum. Apesar da dúvida, e de conselhos diferentes, eu vou seguindo a ultima opção. Me faz ter uma sensação de maturidade, de 'ser superior' (rs). Hoje em dia obedeço muito o conselho: seja superior! Então eu sou! Mas, ser superior me leva a conjecturar tantas hipóteses que me deixam na vontade de ligar, falar a hipótese e perguntar se foi isso;  e caso sua resposta fosse negativa, eu retornaria ao meu posto de super madura. 
 É assim que está sendo o passar dos dias. Vivendo, depois de te ter, os primeiros dias sem você. Sem mensagens de bom dia e boa noite. Sem portão aberto para eu entrar. Sem o celular entrar em área e comprovar 32 ligações suas. Sem conversas às madrugadas, sem encostar no muro e falar sobre tudo, sobre a paisagem, sobre Camões, sobre você, sobre nós dois. É a primeira semana e a próxima será bem melhor. 

Minhas últimas quartas feiras

Há quatro quartas feiras eu não o conhecia;
Há três, eu dava os melhores beijos e os melhores abraços que havia dado num espaço de oito anos...
Há duas, ele sofria um acidente e eu fiquei ao seu lado a noite inteira;
Nesta, eu não faço a menor idéia do que fomos, nem do que somos...


Quer coisa mais obvia para dizer que a vida é mesmo cíclica?
Que tudo muda o tempo todo?

domingo, 5 de abril de 2015

Ano sabático para o nada!

Desde os 16 anos segui um padrão ruim em se tratando de relacionamentos. Saí de romances para entrar em seguida em outros. Só sabia curar um amor, assim.
E como sou completamente envolvida pela vida e pelas coisas de quem está ao meu lado, de certa forma eu não me conhecia.
Visto, como, falo, me relaciono tal qual a pessoa que está comigo.
Mas, o ano passado foi diferente. Embarquei, após um romance rápido, em, o que se pode chamar, de entre safra sentimental. Foram mais de doze meses sem ninguém. Observando, limpando arestas, traçando metas.
Saí deste padrão pra dar a mim mesma um pouco de espaço. Descobrir como eu sou, como falo, o que gosto quando não estou misturada com outra pessoa.
Fora que, serei honesta, o fato de olhar para trás afim de observar meu histórico amoroso, vejo que foi uma catástrofe atrás da outra.
Então, como se eu tivesse levado multas consecutivas, e as levei! tirei minha carteira de habilitação para o amor; ou o que eu chamo de amor.
Foi um ano de conhecimento.
E realmente eu estava preparada (ou achava que estava). Escolhi minunciosamente a pessoa por quem me apaixonar. Pode parecer estranho, mas foi isso que eu fiz: eu escolhi!
Em um dia disse que o queria, no outro estava com ele!
Itens: Inteligente- check; Humilde-check; na faixa de 40 anos- check; bom filho-  check; Estabilizado financeiramente- check e foi assim com sucessões de checagem nos itens importantes para querê-lo!
E foram semanas de muito prazer, amadurecimento, conversas sobre tudo, felicidade, cuidado.
Um dia, no dia que baixei totalmente a guarda, ele me levou no seu quintal e ficamos observando andorinhas nas árvores. Em outro ficamos muitas horas trocando gostos por musicas. Mas, nossa maior compatibilidade e reciprocidade ( como ele mesmo afirmava) era na conversa ( sobe tudo!! tudo mesmo! Céu, terra, água e ar) e, tenho que ser verdadeira, na parte sexual. Uma identificação que eu havia perdido há muito tempo.
Ele era o "meu perfeito".
E eu procurava ser. De tão perfeita que busquei ser, nunca o perguntei nada; se ele estava feliz, se ele realmente queria estar ali... Suas atitudes demonstravam claramente que sim!  Não dizem que atitudes, falam mais que palavras? Então estava tudo certo! ( Pelo menos, eu achava!).
Até que em uma manhã, depois da primeira noite em que cedi sus apelos de ficar para dormir, às 8:30 da manhã a despedida se deu por um bilhetinho de bom dia que deixei na cabeceira de sua cama. Olhei-o antes de fechar a porta. e foi a última vez que o vi!

Agora me pergunto; valeu me conhecer, saber o que eu quero, ser sensata, escolher a dedo? Valeu???
Ando apanhando minha dignidade no chão.  E o pior é que nem fui eu quem a derrubou!

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Nosso amor de sempre e para sempre!

E quando um watssap seu ecoa, e eu penso que lerei coisas relativas a saudade...
Leio:
Se eu ferver a chuteira do Luís, estraga?
(Risos)
Porquê é bom ser leve com vc! Porquê é bom falar horas sobre as inúmeras possibilidades de tirar o chulé (eca!) da chuteira de nossos filhos, com vc!