terça-feira, 15 de abril de 2014

As terras do nunca não existem pra mim!

É deste tipo de pessoa que tenho medo. São estas pessoas que tem um cabo acoplado com tudo o que você pensa, espera e sabe da vida que me dão calafrios.
De pessoas que seguram meu rosto com as duas mãos e falam o que eu sei que sou, mas deixei pra trás. Destas pessoas que estudam a alma e veem a essência é que fujo. Das que se importam,das que cuidam, das que promovem, das que disponibilizam tempo e ouvido, das que perdem as horas com você; destas eu tenho muito, mas muito medo!
Das que mentem, das que não me dão exclusividade, das que somem nos momentos difíceis, das que nunca cumprem, das que não vem, das que não estão perto, das que rasgam sua sanidade, das que te colocam frente a frente com o pior de você; destas não tenho medo algum. Estas por incrível que pareça eu conservo ao lado, eu mantenho por anos.
É um comportamento suicida. Do qual eu não consigo me livrar.


E na mesma noite que escrevo isto aqui, ele segura meu rosto,olha nos olhos, fala meio mundo de coisas que gosto e finaliza com:
-Você é a mulher perfeita. Que todo homem gostaria de ter ao lado.


Mas, eu não acredito. Eu duvido. Minha alma e auto-estima já foram tão sordidamente dilaceradas que eu discordo e o mando ir embora. Não do meu lugar, não do meu lado; mas da minha vida, da minha história. Uma vida feia, cheia de um passado sofrido e choroso não cabe pessoas assim.
Parece cena dos filmes que eu já odiei. Mas, pelo bem desta alma evoluída eu o mando pra bem longe de mim.

Invictus

(Título Original: "Invictus")

Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini

Do fundo desta noite que persiste
A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.

domingo, 13 de abril de 2014

Minha linda e fértil terra do nunca!!

Mais uma do Gustavo

Gustavo encontra com minha tia, irmã da mamãe. Entre beijos estalados e abraços calorosos:
-Você tem o cheiro da vovó.
-Pois me cheire meu filho pra você matar a saudade dela.
-É, você tem o mesmo cheiro de velha.

A minha terra do nunca ou o meu globo da morte...

E então está combinado, vai ter uma hora que suas brincadeiras te levarão à um looping descontrolado. A vida vai te buscar de dentro da sua casa, com seus chinelos e sua roupa de dormir. E vai fazer você girar igual aqueles globos da morte daqueles circos de periferia que você ia quando criança. Você vai olhar para fora e verá tudo rodando descontroladamente. E você vai estar tonta, mas sorrindo e se divertindo como nunca! Dentro do globo as pessoas sabem quem você é, sabem dos seus sonhos, sabem das suas paixões, sabem que você ama elogios e os fazem com prioridade e sem economias, sabem te pôr no colo e cuidar de você, sabem fazer cada pedaço destroçado do seu ser sorrir de felicidade. Dentro deste espaço limitado você se torna a pessoa mais feliz do mundo todo! Você vira criança. E lá acontece o que você sempre sonhou: você é compreendida. Total e eficazmente compreendia. Nada do seu passado assusta as pessoas que moram lá. Elas admiram cada cicatriz que você carrega.  Mas, quando você desce de lá tudo volta ao normal. Você enxerga as feias paisagens e as pessoas do mal. Você enfrenta o dia a dia. sonha em voltar àquela terra do nunca. Mas, você sabe que lá não é o seu lugar. E um pouco, ou muito, como a Andy você escolhe voltar de vez para o mundo real.