sexta-feira, 27 de abril de 2012

Certezas

Talvez fosse melhor visitar outro país, pegar o beco, seguir outro rumo.
Talvez fosse quando melhor seria.
Talvez fosse bom ficar, tentar, explorar.
Talvez a desistência, a aceitação, acreditação. Sei lá.
Talvez aquela parede seja o fim, a bagunça, a sujeira.
Talvez seja tudo louco. Talvez, nada, sei que é.
Talvez a hora da escolha, a decisão.


A calmaria que se merece e se deseja não pode ser rima pra dúvida.

Pra tudo nesta vida há cura

Angelita estava em um daqueles momentos especiais em que tudo se resolve como passe de mágica. De uma forma leve. Sem que se espere nada. Enquanto era beijada na bochecha ininterruptas vezes começou a tocar na rádio uma música até então dolorosa.
Ela se contraiu toda na cama enquanto o cantor internacional repetia inúmeras vezes o refrão.
Angel lembrava que aquela música havia sido lançada há cinco anos, na época do final de um relacionamento cheio de dor e mágoa. E que na época, o então namorado, cantava pra nova namorada, enquanto saía de casa.
Ali deitada seus músculos rangindo nos ossos, a pessoa que estava com ela, começou a cantar o bendito refrão da forma mais engraçada possível, fazendo de propósito uma voz desafinada, mesmo sem saber da aversão de Angelita por ela.
Não tinha como não rir. A música fala da beleza de uma mulher no metrô (coisa assim) e ele a cantava e continuava a dar pequenas 'bitocas' em Angelita.
Foi uma salvação e uma rendição. Tudo junto. Porquê no meio daquela fala desafinada e daquelas gargalhadas, alguém estava realmente, anos depois, rindo com o coração.
Pra tudo há uma cura! Basta esperar o momento certo.

sábado, 31 de março de 2012

Esse Gustavo...

Gustavo, meu filho, tem uma coleguinha que é sobrinha de um dentista aqui de Ipu; e ele utilizou a foto da criança pra fazer a propaganda da clínica em um outdoor.
Quando passamos em frente, Gustavo e eu, ele logo exclamou:

-Mamãe esta menina é minha colega!! Como ela ficou tão famosa assim?

Tem como não 'se acabar' de rir?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença.

Toda relação vem com um pedido intrínseco de fidelidade, e nem falo da fidelidade monogâmica.
A fidelidade que eu dou e peço em troca é mais profunda. Ela tem relação com valores.


-Te prometo ser fiel e não comentar os seus, os meus, os nossos problemas.
-Te prometo ser fiel e ficar lá, o que acontece entre quatro paredes.
-Te prometo ser fiel e entender os momentos de insensatez. Não usar estes momentos como forma de pequenas vinganças.
-Te prometo ser fiel: ao teu cheiro, ao teu gosto, às tuas lágrimas e aos momentos difíceis.

E eu espero que continuemos assim...

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dia dos pais

Domingo é a data mais complicada na vida de uma mãe sozinha.
E pra mim mais complicado ainda, pois lá em casa sempre acordamos o papai com cartõezinhos, presentinhos feitos por nós, algazarra, etc. Mas, agora fico bem triste pelo meu filhote.
E agora que ele tem quase cinco anos, as coisas começam a piorar de verdade.
Um fato chato ocorreu ontem na volta do colégio: peguei o Gu e o achei extremamente estressado, veio chorando no caminho, gritou dentro do carro e eu sem entender o comportamento estranho. Até que fui dar uma olhada na sua mochila e lá tinha um convite enorme para que os pais fossem buscar os filhos nesta sexta feira. Quando fui conversar com ele, ele todo adulto veio me dizer que meu pai poderia ir buscá-lo (A professora havia sugerido isto- o que não gostei, pois primeiro ela deveria conversar comigo.). Dahi que a emenda foi pior, pois meu pai estava há quase uma semana na fazenda vacinando os bichos com um veterinário e não poderia estar aqui pra buscar o Gu no colégio.
Só restava ter uma conversa franca com o Gustavo e foi isto que fiz. Saímos os dois pra comer pizza e falei da dificuldade do pai dele em estar presente, mas que eu buscaria a lembrancinha dele e ele (O Gu) o entregaria no final do ano. Falei das vantagens que era ter um pai na França, que quando ele pode está junto, liga ( me deve esta Valério!rs), etc...
Fiz isto pelo meu filho e falei que se ele não quisesse não iria pra aula na sexta, o que ele aceitou sem contestar.
E assim se vai mais um dia dos pais traumático pro meu filho tão inteligente!


Ps- na minha época nós fazíamos a lembrancinha dos pais no colégio e a entregávamos nós mesmos. Se o pai era presente, ausente, se buscava no colégio, se chegava tarde e cheirando a bebida na sexta, se morava com a mãe ou não, este era um fato privado, não constrangia ninguém. E eu gostaria muito que ainda fosse assim, só pra proteger meu Gustavo.