quinta-feira, 2 de agosto de 2007

O homem da mala preta

Hoje fui surpreendida com um mimo que adoro: um livro...
E o título é o acima.
Conta 'causos' médicos nos S.O.S s da vida...
Amei!!

quarta-feira, 25 de julho de 2007

prosopopéia flácida para acalentar bovinos*

Encontrei uma amiga anteontem em um sushi-bar...
Me contou que recebera o telefonema de um antigo namorado, um que mora distante e que por mais que ela lute contra, terá sempre um bom motivo para ter contato com o sujeito em questão...
Ele lhe dizia: amarei-a eternamente, mas sou comprometido. Meu amor por você é sublime, indestrutível. Ela sorria, ao mesmo tempo em que balançava a cabeça e pensava: também amo a Jesus do mesmo modo, seu FDP.
Então, de repente, ela se rebelou. Suavemente, como pedia a circunstância, vale ressaltar. Disse a ele que agradecia amor tão sublime,ficava até agradecida de tão verdadeiro amor... mas que preferia algo mais pé-no-chão, pele na pele, algo que envolvesse suor, esforço, o sangue da existência.
Ele parecia não ouvir, pois repetia incansavelmente a ladainha que ela vem escutando há anos... Era tão ridiculamente comediante que queria continuar intocável, etéreo, ideal.
Ela agradeceu a conversa pra boi dormir* e desligou o telefone, esperando que fosse para sempre...
Mas, não antes de odiar as operadoras que criaram o sistema de chamadas não identificadas...
Quando o amor vos chamar, segui-o,
Embora seus caminhos sejam agrestes e escarpados;
E quando ele vos envolver com suas asas, cedei-lhe,
Embora a espada oculta na sua plumagem possa ferir-vos;
E quando ele vos falar, acreditai nele,
Embora sua voz possa despedaçar vossos sonhos
Como o vento devasta o jardim.
Pois, da mesma forma que o amor vos coroa,
Assim ele vos crucifica.
E da mesma forma que contribui para vosso crescimento,
Trabalha para vossa poda.
E da mesma forma que alcança vossa altura
E acaricia vossos ramos mais tenros que se embalam ao sol,
Assim também desce até vossas raízes
E as sacode no seu apego à terra.
Como feixes de trigo, ele vos aperta junto ao seu coração.
Ele vos debulha para expor vossa nudez.
Ele vos peneira para libertar-vos das palhas.
Ele vos mói até a extrema brancura.
Ele vos amassa até que vos torneis maleáveis.
Então, ele vos leva ao fogo sagrado e vos transforma
No pão místico do banquete divino.
Todas essas coisas, o amor operará em vós
Para que conheçais os segredos de vossos corações
E, com esse conhecimento,
Vos convertais no pão místico do banquete divino.
Todavia, se no vosso temor,
Procurardes somente a paz do amor e o gozo do amor,
Então seria melhor para vós que cobrísseis vossa nudez
E abandonásseis a eira do amor,
Para entrar num mundo sem estações,
Onde rireis, mas não todos os vossos risos,
E chorareis, mas não todas as vossas lágrimas.
O amor nada dá senão de si próprio
E nada recebe senão de si próprio.
O amor não possui, nem se deixa possuir.
Porque o amor basta-se a si mesmo.
Quando um de vós ama, que não diga:Deus está no meu coração,
Mas que diga antes: Eu estou no coração de Deus.
E não imagineis que possais dirigir o curso do amor,
Pois o amor, se vos achar dignos,
Determinará ele próprio o vosso curso.
O amor não tem outro desejo
Senão o de atingir a sua plenitude.
Se, contudo, amardes e precisardes ter desejos,
Sejam estes os vossos desejos:
De vos diluirdes no amor e serdes como um riacho
Que canta sua melodia para a noite;
De conhecerdes a dor de sentir ternura demasiada;
De ficardes feridos por vossa própria compreensão do amor
E de sangrardes de boa vontade e com alegria;
De acordardes na aurora com o coração alado
E agradecerdes por um novo dia de amor;
De descansardes ao meio-dia
E meditardes sobre o êxtase do amor;
De voltardes para casa à noite com gratidão;
E de adormecerdes com uma prece no coração para o bem-amado,
E nos lábios uma canção de bem-aventurança.
(Gibran)

Que dia...

Se não amasse o que faço, ontem teria entrado em colapso...
Foram doze horas ininterruptas...
Em um plantão onde o que acalma é o que causa alergia, onde ampolas de glicose fazem glicemias baixarem, onde uma enfermeira ter que 'dar conta' de trinta e cinco pacientes que entram e saem...
Um alívio escrever no quadro: 'alta para 18 horas...'
UFA!!
Caí na cama e foi no automático que preparei mamadeiras e alimentei meu filho...
Mas, é como disse à minha mãe: é um cansaço prazeiroso, gratificante!!
Não tive nem coragem para esperar ou antecipar o telefonema diário que me inebria de paixão...
Menos um dia, menos um dia, meu amor!!!

segunda-feira, 23 de julho de 2007


"O tempo não cura as feridas. Alivia a dor e embaça a memória."
(Do filme A Excêntrica Família de Antônia)