sábado, 31 de outubro de 2009

O Feitiço de Áquila

No meu filme, no dia em que o feitiço acabou (temporariamente, pois na vida real jamais somos 'felizes pra sempre'):

Tinha um cenário diferente, sem longas árvores, mas com um paredão lindo à frente.
Tinha , assim como nas inflamações, calor, dolor (por saber que é uma alegria momentânea), rubor (característica minha, o lobo é mais resolvido...Ainda bem!).
Tinha um sol escaldante.
Tinha a construção de um bom futuro.
Tinha muito branco (sintonia?).
Tinha boa conversa (o que é inevitável).
Tinha muita coisa, mas o que mais tinha era muita vontade, uma vontade boa de sentir; uma vontade que foi multiplicada depois do abraço final; de saber que talvez, nesta vida, seja assim. O que parece até injusto, mas que tem explicação que foge à compreensão, e que na minha espiritualidade atual é aceita sem pesar.

Pra finalizar um pouco de:

...e foi, foi, foi
Foi bom e pra sempre será
mai, mai, mai
Maravilhosamente amar...

3 comentários:

Sir lobo disse...

Olha, milady, você me emocionou com a prosa poética da sua linguagem no blog.

Sua aceitação plácida da realidade apresentada, denota uma maturidade extra-mundo....talvez, seja seu imenso reservatório de amor, cultivado a quantas vidas...

Sorri, várias vezes, pensando na beleza daquele instante raro e estranhamente mágico - rápido, coincidente, recheado de sentido...

Leloup - lobo em francês.

Enfim, a música. Especial para este momento:


Toda saudade
Gilberto Gil

Toda saudade é a presença
Da ausência de alguém
De algum lugar
De algo enfim
Súbito o não
Toma forma de sim
Como se a escuridão
Se pusesse a luzir
Da própria ausência de luz
O clarão se produz
O sol na solidão

Toda saudade é um capuz
Transparente
Que veda
E ao mesmo tempo
Traz a visão
Do que não se pode ver
Porque se deixou pra trás
Mas que se guardou no coração

Paula Aragão disse...

Emoção sobrenatural!
Também sorri além da conta depois...

Sir Lobo disse...

...