sexta-feira, 8 de junho de 2012

Dia dos namorados


"E eu tenho vontade se segurar seu rosto e ordenar que você seja esperto e jamais me perca e seja feliz. E que entenda que temos tudo o que duas pessoas precisam para ser feliz: a gente dá muitas risadas juntos. A gente admira o outro desde o dedinho do pé até onde cada um chegou sozinho. A gente acha que o mundo está maluco e sonha com sonos jamais despertados antes do meio-dia. A gente tem certeza de que nenhum perfume do mundo é melhor do que a nuca do outro no final do dia. A gente se reconheceu de longa data quando se viu pela primeira vez na vida." 
(Tati Bernadi) 

"Se você ama, diga que ama. A gente pode sentir que é amado, mas sempre gosta de ouvir e ouvir e ouvir. É música de qualidade. Tão melodiosa, que muitas vezes, mesmo sem conseguir externar, sentimos uma vontade imensa de pedir: diz de novo? Dizer não dói, não arranca pedaço, requer poucas palavras e pode caber no intervalo entre uma inspiração e outra, sem brecha para se encontrar esconderijo na justificativa de falta de tempo. Sim, dizer, em alguns casos, pode exigir entendimentos prévios com o orgulho, com a bobagem do só-digo-se-o-outro-disser, com a coragem de dissolver uma camada e outra dessas defesas que a gente cria ao longo do caminho e quando percebe mais parecem uma muralha. Essas coisas que, no fim das contas, só servem para nos afastar da vida. De nós mesmos. Do amor. Se você ama, diga que ama. Diga o seu conforto por saber que aquela vida e a sua vida se olham amorosamente e têm um lugar de encontro. Diga a sua gratidão. O seu contentamento. A festa que acontece em você toda vez que lembra que o outro existe." 
(Ana Jácomo)


Mais uma dele II

Feriado prolongado em casa.
No meu quarto vago pela net. Gustavo no dele assiste TV. De repente:
-Mamãe eu tô entediado.
Corro até ele, encho de beijos e faço cosquinha.
-Mamãe pára que isto não está tirando o meu 'entédio'.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Perdão


E ninguém tem mais o direito de morrer:
Há um certo tempo, quando ainda trabalhava em um hospital particular em Fortaleza e dava plantão na emergência, chegou um garotão  bombado com a namorada. Ele estava com virose e foi prescrito uma quantidade X de soro + medicações para que ele melhorasse. Enquanto ele estava lá deitado chegou um senhor em evidente parada cárdio-respiratória seguido de alguns profissionais do hospital. Enquanto a gente trabalhava na reanimação do paciente o tal rapaz fazia um escândalo para que tirássemos o soro e ele pudesse ir embora. Até aí tudo bem, já que ninguém é obrigado a presenciar a morte de ninguém, principalmente que não é da área da saúde, e o fiz bem rápido para voltar à equipe que tentava salvar a vida do senhor. Pois não é que dias depois fomos (todos que participaram da reanimação do paciente- que veio à óbito) chamados à direção para explicar uma carta que o bombado rapaz escreveu achando um absurdo uma morte na emergência de um hospital. Era uma situação tão surreal que a explicação que tive, foi que ninguém tem mais o direito de morrer.

E ninguém mais tem o direito de ser feliz:
Trabalhar no serviço público de uma cidade onde tudo gira em torno da política não é fácil. Tanto que vez ou outra me deparo com comentários em blogs bem pesados a cerca dos meus colegas que são do lado do prefeito (onde faço parte desta turma). Pois semana passada, após postagem de um destes blogs sobre uma audiência pública mostrando as contas e ações da secretaria de saúde, saiu um comentário sobre uma foto, que dizia que eu era feliz demais pra mostrar tristeza com a administração atual. Depois disso comecei foi a rir. Porquê hoje em dia a gente tem que justificar até porquê é feliz.

Perdoem o senhor que morreu na emergência do hospital
Perdoem também meu sorriso.
Às vezes não tem mesmo limite para a maldade alheia!

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Depois de estar no olho do furacão

"De preferência, que cada dor da gente não fira ninguém até poder se transformar em algum jeito de dádiva, porque grande parte delas se transforma."


Foi em função do que está escrito nesta frase da Ana Jácomo que eu fiz todas as promessas possíveis, que clamei a todos os santos, que rezei tudo o que deveria neste 33 anos de vida. E gracas a fé que agora respiro completamente aliviada!! E, não sei porque razão mais uma vez confirmo que alguém lá em cima vai muito com a minha cara. Precisei bater com um muro de concreto para mudar atitudes meio cansadas de ser indelicada com as pessoas. Já tinha escutado que devemos trabalhar as relações todos os dias. Foi uma semana de bagunça, foi como se todas as áreas da minha vida tivessem dado uma volta de 360 graus e agora, cansada, exausta volto pra o ponto de partida e encontro tudo arrumado. Gracas à Deus! Todas as casas que compõem a minha alma e o meu coração estão tranquilas e organizadas. Gritei com todos os meus leões, expulsei todos os demônios. Agora, colhendo os louros que a tranquilidade/calmaria pós-furacão pode oferecer. Nem esquentei com os gritos que ouvi hoje, o que importava mesmo era que desabotoaram (Ele) todos os botões. 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A paz invadiu o meu coração...

Uma hora todas as coisas ruins que você fez para os outros, consciente ou não. Todas as vezes que você não foi simpática e delicada o suficiente. Todas as vezes que você mentiu, omitiu, foi cruel com alguém. Vão voltar para você.Você sabia disso, sabia que tem a lei do retorno. Porém, mesmo com toda preparação e conhecimento espiritual a cerca do assunto, você nunca espera que seja jogado em você em uma única semana. Aguarda as coisas serem gradativas. Espera que Deus prejudique só a você. Não espera que toda dor e humilhação sejam causados pelo seu desespero por seu 'castigo' findar em prejudicar alguém. E pior que você está longe do seu inferno astral (nem acredito nisto, mas é bonito falar. Pra não dizer: um puta de um mês safado). E olha que há tempos eu mudei totalmente minha conduta frente a valores e crendices e tenho tentando ser uma pessoa melhor. Tentado voltar a ser a pessoa doce e sonhadora que era antes do meu coração ser esmagado por uma decepção. Sei que todo o castigo que me resulta em uma dor de estômago, noites mal dormidas, rugas e cabelos brancos de preocupação é ocasionado pela mente avassaladora de vingança que plantei durante uns três anos logo após pisarem sem dó na minha alma. Não eu não matei, não fisicamente, mas eu criei meu cemitério particular. Não, eu não roubei, mas eu tirei a paz de muita gente. Não negligenciei, mas eu vivi em função de desejar o mal de alguém, de querer que alguém ficasse ruim, no vermelho. Eu tive raiva da felicidade de alguém. Eu não movi uma palha pra prejudicar pessoas, mas eu desejei do fundo do coração. E hoje eu pago, de alguma forma, por isto. Eu não posso voltar atrás, mas eu posso reverter todas os meus pensamentos. E o fiz. Mas esta semana me foi apresentado a lei do retorno. Um tapinha nas costas que me rendeu um dos mais ferozes frios na espinha da vida. Tudo o que fiz teve conserto, e este erro eu desejo do fundo da alma que seja revertido. Lembro de uma época que uma amiga evangélica se despedia de mim desejando paz, e eu sabia que com aquelas palavras eu a teria. Neste exato momento é tudo o que eu preciso: de paz!
PS_ Não tirem conclusões a cerca do que escrevi. Somente, eu poderia entender o que tanto me aflige.