quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Uma segunda feira e uma blogagem coletiva

             Todo mundo sabe que blogagem coletiva serve para quando você não tem nada para falar no blog e com a idéia de não deixá-lo entregue às baratas se rende à idéia dos outros. Com a vantagem de não ser acusado de plágio. Foi pensando mais ou menos assim que aderi ao post de dez fotos aleatórias para falar do seu dia do Blog dos Três Mosqueteiros.



Cedinho, antes de deixar o Gu no colégio, eu já tinha até esquecido da proposta da blogagem, mas deu para passar um homem com um gato em uma sacola fazendo o maior barulho que chamou a nossa atenção e me fez recuperar a memória com a proposta das fotos. Tem coisa mais linda que de manhã cedo seu filho todo de farda? Ao lado a nossa curiosa Zuzuis.



Meio dia. Para o Gu me deixar tirar uma soneca sem barulho tenho que recorrer aos joguinhos da net.


Duas da tarde. Mais um turno de trabalho e a proteção de Nossa Senhora.



Mesa de trabalho. Aguardando o próximo paciente do CAPS I de Ipu.


Meio a contra-gosto aceitei auxiliar uma cirurgia de Histerectomia às sete da noite. Cansada  e sozinha na sala do Centro Cirúrgico.


Matar a curiosidade de quem só entra nesta sala anestesiado. Estão aí as luzes brancas da maioria das EQM's.


Ensinando, fora de horário, a tarefa do filho. O melhor é que ele não tem a menor dificuldade e meu papel é só supervisionar.



Apreciando a obra de arte do final de semana inteiro. Pintar escrivaninha e cadeira de cores vivas. Estou na fase maníaca. Não reparem na falta de acabamento, faltou tinta e saco.



Antes de dormir, lendo estudo de caso dos queridos alunos da graduação e o livro atual.



                   

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

E aqui em Ipu cantemos juntos nesta política:

" Se gritar pega ladrão
Não fica um meu irmão..."

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Feliz aniversário em 2012


Se alguém há vinte dias tivesse voltado do futuro para me dizer que meu presente de aniversário seriam fotos publicadas em redes sociais eu bateria o pé e diria que era mentira.
Se mesmo assim a pessoa insistisse, eu discordaria e mostraria as diversas mensagens diárias. Mesmo que a pessoa fosse um anjo, gente de bem, mesmo assim eu convidaria para passar um dia com a gente. Eu mostraria a marca dos  abraços, as risadas e conversas de calçada.
Eu mostraria qualquer coisa que denunciasse contra tamanha sordidez. Qualquer coisa que expulsasse esse mal estar, esse farrapo de gente. Este resto de sonho e confiança em mim. Qualquer coisa que justificasse esta traição eu desconfiaria. Traiu-se uma pessoa, traiu-se a amizade anos cultivada. E isto por si só é por demais insano.

Ps- à meia noite e um a primeira ligação é de Germano. Parabéns pelo o quê?

sábado, 14 de julho de 2012

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Porquê ás vezes até mesmo a gente precisa de uma explicação

Não é crime tentar aos trancos e barrancos ser feliz. É crime passar por cima dos outros.
Não é crime tentar esquecer o passado. Crime é mentir sobre ele (Tenho deixado o meu tão longe, que às vezes lembro que tenho uma certa responsabilidade com o que um dia foi).
Não é crime perdoar, perdoar, perdoar. Crime é quando esquecemos nossos valores.
Não é crime acreditar fidedignamente nas pessoas.  Crime é esquecer quem somos em função de.
Não é crime ter o coração partido, dilacerado. Crime é se fechar numa redoma.
Não é crime se perdoar também. Se desculpar pelos erros.
Não é crime nada do que se faça pra ser feliz, desde que não prejudique os outros.

Não tenho vergonha das escolhas. Das decisões. Tenho vergonha das negligências, das faltas.
Dos excessos: jamais! 
Estou aqui e ponto. Foram elas (as escolhas) que me trouxeram aqui. encontro-me nesta poltrona pseudo-segura onde observo ora de longe, ora de perto as vidas que afetei.
Claro que vez em quando rola um 'e se'. Uma vontade de voltar. Um querer não vir, não ir ( verbo conjugado em todos os tempos possíveis e imagináveis).
Poderia ter ficado parada esperando as coisas acontecerem, mas eu fui atrás. Eu corri, eu gritei, eu cansei. Só Deus sabe quantos arranhões eu levo na alma. Só Ele, porquê os escondo tão bem guardados no mais profundo da alma, que eu mesma nem sei se consigo contar. Só sei que estão lá, muitos deles com aqueles esparadrapos enormes fazendo um 'xis' em cima da ferida que não sangra mais, mas derrama muito exsudato. 
E tem neguinho que quer me rotular pela minha fisionomia sentada em uma cadeira de rodinhas confortável. Saibam que menos do que eu sou é esta Paula que vos fala e vos trata nas manhãs de segunda-feira. 
Sou muito mais a Paula deitada na rede, escondida com medo da infelicidade  me encontrar novamente. Não que eu esteja extremamente feliz, apenas, considero confortável, bem mais que a cadeira que sento todos os dias.