sexta-feira, 8 de março de 2013

A importância de tirar e imprimir (hoje em dia) as fotografias

Hoje saí mais cedo para buscar o Gustavo no colégio e decidi fazer uma visitinha pra meu pai. Como o assunto com minhas tias girava em torno de fotos de família (Devido um trabalhinho da escola do meu filho) uma delas me pediu pra dar um upgrade no Álbum que era da minha avó e que não estava em bom estado devido o tempo. Preciso informar que nele há fotos datadas de 1922. Um verdadeiro tesouro!

Seria um crime recusar um trabalho destes. Até porquê há uns quinze anos fui eu quem dei uma ajeitada nas fotos mais antigas.

O legal é que recordei  muita coisa. E pude mostrar as fotos e contar as histórias por trás delas pra meu filho Gustavo. São mais de duzentas fotos dos meus bisavós e avós; dos onze filhos que meus avós tiveram, dos filhos e netos deles... Lembrei de tanta gente que perdi contato. (Até saí vasculhando gente no face, mas com pouco sucesso).

Vale  a pena dar uma conferida no início do meu trabalho pelos próximos dias:

Iniciando a tarefa confiada

O melhor é poder ler as dedicatórias. Muitas emocionantes!

Olha a data!

Minha avó, Maria da Glória, com dezoito anos. E a qual falam que eu pareço bastante!

Meus bisavós em Paris. Foto tirada em estúdio em 1922!!

Mais dos meus bisavós. Família Santos Aragão de Parnaíba-PI. Fotos tiradas em 1935!

Foto que eu era/sou apaixonada, meu avô matou o jacaré que mordeu o ajudante da sua embarcação ( Conduta não proibida na época)


Muito trabalho prazeroso pela frente!

Tudo feito com muito carinho e amor!

Destaque pra Tio Antonio


A fotografia é a poesia da imobilidade: é através da fotografia que os instantes deixam-se ver tal como são.”
Peter Urmenyi

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Casa limpa

Não dá para zerar o cronômetro, para passar uma borracha, pra esquecer o passado. A alma, o coração ou o cérebro (seja lá onde você acredite que more o sentimento) tem memória aguçada. Não dá pra fazer um click e aparecer todos aqueles sonhos e expectativas de ontem.
Este local, depois do furacão, ficou completamente habitado pela insegurança. Como se depois do vendaval os moradores tivessem construído casas com zinco e chumbo e mesmo assim ainda serem reticentes com qualquer garoa que apareça.
Não é fácil ser quem fui.
Muita coisa mudou. Pra melhor, pra pior. E no balanço das coisas: está tudo muito bem do lado daqui.
Casa limpa, arrumada, pintada. O medo de você aparecer pra bagunçar tudo de novo está vivinho.
E é ele que após os dias de extremo romance vem rondar minha porta recém construída.
Não vai ser nada fácil. E o melhor é você ficar aí. Onde está e de onde nunca deveria ter voltado. Porque por aqui ainda existe muita coisa pra ser lapidada, muito trabalho a ser realizado. E estou com preguiça e dó de estragar tudo o que está praticamente certinho.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Voz da razão

É desperdício de tempo e emoção.
Desperdício de abraço, beijo, calor.
De dinheiro, do momento e de sola de sapato.
É desperdício de olho no olho, de palavra, de sentimento.
Desperdício de passado e presente. O futuro não há.
De cheiro, de gosto, de risada.
Até as coisas chatas foram desperdiçadas
Não há continuidade.
Não é sequer uma vírgula. Não almeja uma reticências. Fica devendo para uma exclamação.
É descumprimento de promessa. É tentar cavar mais fundo, enquanto se sabe da inexistência de água.
Não é coisa que se conte, não é coisa que se espere, não é coisa que se viva.
É uma relação zumbi. E eu não acredito em morto-vivo.
É coisa uni-direcional. É rua de mão unica.
É momento mentiroso, forçando vontade. É se enganar de burra. É não fazer jus à idade/ maturidade. É retroceder anos luz de terapia.
Coração não pode ser terra sem lei. Chafurdo de experiência mal sucedida.
É não escutar a voz da auto preservação. É muita conseqüência pra enfrentar (sempre) sozinha.
Não tem luz no fim do túnel. Quando acaba tudo fica escuro e sou eu quem, sozinha, tenho que ir tirar os espinhos do coração.

As de Gustavo

Gustavo chega em casa e me vê fuçando o facebook:

-Mamãe quem é essa? (pergunta vendo a foto que está na tela).
-Há é a ex-namorada de fulano de tal.
-Valha mãe ela é tão bonita porquê foi que ele jogou ela fora?
-kkkkkkkkkkkkkkkk

Boa pergunta filho!!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Fim de semana de mãe

Minha cidade, minha terrinha natal, fica no sopé de uma serra, a serra Ibiapaba. Nome dado pelos antigos índios que habitaram por muitos anos este solo. Ela, a serra, faz divisa com o estado do Piauí, distante umas quatro horas, de carro, de Ipu.
Pois bem, é nesta serra que vez em muito gosto de viajar sem destino certo e é onde muitos conterrâneos mantém casas para no final de semana fugir do calor que está fazendo por aqui.
Neste domingo coloquei filhote, mamãe e babá dentro do carro e saí dirigindo, novamente sem destino  e sem hora de voltar.

O início. Saída da cidade via Ibiapaba.

Curva do boqueirão ('muito nêgo se lascou aqui'- bordão ipuense.rs)



Se tivesse tudo verdinho a vista seria espetacular. De um lado a serra, do outro o abismo.



Distrito de Ipu- Várzea do Giló. Reduto eleitoral da minha querida Marly.


Primeira parada: Sítio do Sr. Pedro Josino. onde ganhamos manga, maracujá e none (segundo mamãe bom para males desde obesidade até dor de cotovelo).



Mais um sítio, agora, da querida Fca. Carneiro. Aqui colhemos, ao invés de frutas, boas gargalhadas. E Pedro Gustavo amou o balanço (coisa fina de cça do interior)




Com as donas desta preciosidade de lugar.



Pedro Gustavo admirou-sê-sê com a galinha chocando. (coisa fina de cça do interior 2)










Hotel Gospel em Guaraciaba. Há apenas 30km de Ipu. Beleza de lugar.


















Entrada de um sítio em Gba. Os ricos tem cada excentricidade!




Já em casa. com as riquezas de frutas diversas  que trouxemos.





Quem se habilita a nos visitar? No Ceará tem disso sim!!