segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

E lá vamos nós...

"Sou andarilho que caminha pelo mundo sem parar..."

Cá estou eu cantando esta música pela quarta vez desde que voltei pra Ipu. 
Explicando: é que, talvez, novamente, mudarei o domicílio.
Pela quarta vez em dois anos!!!

Porquê???
Tenho cá meus motivos:

A primeira casa foi de mamãe. Uma casa que vivia fechada, só sendo utilizada nas férias, vez em nunca. Então, quando cheguei nem pensei duas vezes e reabri o casarão da família, afim de economizar com aluguel. Sem cogitar os detalhes, que eram: mofo, cupim, umidade...
O resultado foi que em uma semana o Gustavo caiu numa crise de infecção respiratória que corri pra Fortaleza pra 'resolver o estrago'.
Dias depois, voltei sem ele pra Ipu com o intuito de alugar urgente uma casa.
Encontrei um apartamento enorme, de frente pra bica, uma vista linda e um preço razoável.
Quando estava mudando 'trocentas' pessoas vinheram me alertar sobre a proprietária, mas, fiz 'ouvido de mercador' e não dei a menor trela.
Pensava:
-Coitada, nem deve ser tanto assim.O povo gosta de falar mesmo!
Mas, esqueci de me perguntar porquê nenhum inquilino durava no imóvel. E porquê um apartamento tão bom estava sendo alugado tão barato.
"Esquecendo" estes detalhes resolvi apostar pra ver.
Foi um inferno! O meu inferno, melhor dizendo.
A mulher era doida de pedra e morava na casa embaixo do apartamento.
Vez em quando eu chegava do trabalho e ela estava infurnada dentro da 'minha casa'. Logo eu que adoro visita fora de hora e sem convite!
Pra completar, todo dia, ao meio dia, mais precisamente, o filho dela dava um ataque e proferia inúmeros palavrões à mãe, enquanto batia incansavelmente o portão do quintal da casa deles, abaixo de mim. Não raro, encontrava a Zuis (Babá do Gustavo), escondida espiando a cena de novela e bolando de rir.
Graças à Deus que ele acertava o horário que meu filho dormia e ele, meu filhote, ficava incólume a este espetáculo da vida cão!
Bom, tinha ainda um pequeno detalhe que era o relógio da água ser comum pras duas casa e eu 'desconfiava' que ela se aproveitava da minha nobreza. 
Com eu desconfiava?
Simples!
Minha conta nunca deu menos de cem reais em oito meses que morei lá. Quando ia falar, ela jurava de pés juntos que tinha um motor e tals, mas nunca abria a porta quando o pessoal da cagece aparecia pra individualizar os relógios.

Antes de enlouquecer decidi mudar.
O que fiz de madrugada, com medo, e no outro dia apareci com a chave pra devolver.
Foi um sufoco e precisei de testemunhas, porquê ela não queria aceitar minha saída, que precisava do dinheiro, etc, etc.
Alouca!

Apressada em sair do hospício aluguei uma casa excelente, mas quase o dobro do apartamento. Amo minha casinha, é aconchegante, é grande, é arejada e o melhor é que só vejo o locatário uma vez pro mês quando vou pagar o aluguel.
Fizemos um acordo velado:  ele não me perturba e nem eu a ele. Tem um vazamento, eu conserto, e só o comunico, nem peço desconto no valor do aluguel. Faço como um pagamento ao fundo beneficiário da minha paz!

Então porquê eu mudaria? 
O fato é que meu pai insiste em me levar pra morar perto dele e de tanto tentar, conseguiu um lugar pela metade do valor da minha casa e pertinho do colégio do Gu.
Por estes motivos me rendi e agora estou quase afogada em caixas, empacotando tudo devagar, pois o novo dono pediu dez dias pra ajeitar umas coisas pequenas.

Espero que neste novo lar eu seja tão feliz quanto sou aqui nesta casa!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dúvida cruel

Entrei no blog hoje e vi que alguém do Araguaia passou por aqui.
Seria o Solano. Heim, heim?

Duvida e desespero...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Querido diário

Anos depois estou de volta pra desabafar com você. Tanta coisa pra falar: sobre sonhos, quedas, mudanças, sentimentos... Tantas coisas em tantos anos, que você, como a maioria das pessoas, não me reconheceria agora. O fato é que nada da essência de quem eu fui, repousa em mim neste momento. Só a esperança é a mesma de outrora.

Hoje, já não tenho dez ou doze anos, mas ainda sonho e luto por tudo que acredito. O fato, é que não segui  o conselho que recebi :para não dar 'cabeçada em beco sem saída'. 
A única coisa diferente, é que agora dei um prazo, estabeleci uma meta, para vivenciar o que foi permutado, deixado 'pra mais tarde'... 
Foi mais ou menos assim: vi farelos de poeira no chão, ocasionado por anos de tentativa de ultrapassar o beco e senti neste ínfimo buraquinho na parede, toda minha esperança renovada. Aquela mesma que povoou minha mente no passado e me fez vir para o lugar que me encontro agora.

Preciso contar que fazem dois anos saí de vez da casa dos meus pais ( da minha mãe, melhor dizendo). Foi difícil e até hoje ela tenta me persuadir para uma volta. 
Mas, você não tem noção como é bom o cheiro da SUA casa. Sabe aquela história que contam que é complicado administrar as contas, que muitas vezes é difícil ficar sem o aconchego da casa da mamãe? Pois é tudo balela! Nenhum dinheiro no mundo paga o conforto de voltar pra sua cama (aquela comprada em 5x sem juros na Macavi) quentinha.

Aquele sentimento de mulher maravilha ainda não saiu de mim! Continuo acreditando que a vida pode ser igual aos contos de fadas. Vez ou outra eu até confundo os vilões, até os tomo como amigos. Mas, fique frio, não é nada que me deixe no chão por muito tempo, aliás, tempo algum! O ano de 2006 serviu para criar uma couraça de proteção tão inatingível que só cede com a aproximação da pessoa que a fez estar agora encobrindo minha vida e sonhos.

Uma coisa boa foi que vi que sou capaz de superar meus próprios limites.É gratificante perceber os avanços diários, as conquistas em pequenas coisas, o amor que existe dentro da gente e descobrir, ainda, o quanto podemos crescer, amadurecer. Mas, jamais teria conseguido sozinha. Isto é um fato. Cruzei com muitos anjos no caminho. Primeiro porque tenho Deus à minha frente e segundo porquê tenho uma família que me apóia incondicionalmente e amigos essenciais em uma árdua caminhada.

E pra finalizar, querido diário, hoje eu te coloquei neste canto de sentimentos atropelados, como forma de dividir o que pesa no coração. Desta vez não vou colocar um cadeado em você e guardar essas confidências só para nós dois. Ou melhor, nós três, não nos esqueçamos do meu irmão Samuel e suas artimanhas para encontrá-lo (rsrsrs). Não, desta vez vou publicá-lo como meio de externar o sonho de uma pessoa que nunca deixou de acreditar em si. E segue lutando, caindo, levantando e superando obstáculos.


-Cada vez fica mais difícil guardar os anseios do meu coração!


PS- CederDesistir de alguma coisa em favor de alguém.
Transferir a propriedade de uma coisa a uma pessoa; vender.
Dobrar-se, curvar-se sob o peso, sob a pressão, não resistir; sucumbir; submeter-se a.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Onde, como e quando aprendi a amar bonito (rs)

Este texto vive na minha carteira há exatos dezessete anos. Ganhei da minha amiga Larissa. Ela era uma das únicas, na época, com computador e impressora e vivia nos presenteando com mimos tirados da net.




Aprenda a fazer bonito o seu amor 

Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar: aprenda a fazer bonito o seu amor. Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito. Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender.

Tenho visto muito amor por aí, Amores mesmo bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva, mas esbarram na dificuldade de se tornar bonito. Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção. Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais de repente se percebeu ameaçados apenas e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram; exigem; rotinizam; descuidam; reclamam; deixam de compreender; necessitam mais do que oferecem; precisam mais do que atendem; enchem-se de razões. Sim, de razões.

Ter razão é o maior perigo no amor.

Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reinvindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.

Nem queira. Ter razão é um perigo: em geral enfeia o amor, pois é invocado com justiça, mas na hora errada. Amar bonito é saber a hora de ter razão.

Ponha a mão na consciência. Você tem certeza que está fazendo o seu amor bonito? De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro, a maior beleza possível? Talvez não

Cheio ou cheia de razões, você espera do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.

Quem espera mais do que isso sofre, e sofrendo deixa de amar bonito. Sofrendo, deixa de ser alegre, igual criança. E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romântismo. Derrube as cercas da opinião alheia. Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama. Saia cantando e olhe alegre.

Recomendam-se: encabulamentos; ser pego em flagrante gostando; não se cansar de olhar, e olhar; não atrapalhar a convivência com teorizações; adiar sempre, se possível com beijos, “aquela conversa importante que precisamos ter”, arquivar se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.

Para quem ama toda atenção é sempre pouca. Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda atenção possível.Quem ama bonito não gasta o tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter. Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine, cheia de brinquedos dos nossos sonhos). Não teorize sobre o amor, ame. Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.

Não tenha mêdo exatamente de tudo o que você teme, como: a sinceridade, não dar certo, depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito); abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente.

Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabidamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.

Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs. Falando besteiras, mas criando sempre. Gaguejando flores.

Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil. Revivendo os carinhos que instruiu em criança. Sem mêdo de dizer, eu quero, eu gosto, eu estou com vontade.

Talvez aí você consiga fazer o seu amor bonito, ou fazer bonito o seu amor, ou bonitar fazendo seu amor, ou amar fazendo o seu amor bonito (a ordem das frases não altera o produto), sempre que ele seja a mais verdadeira expressão de tudo o que você é e nunca, deixaram, conseguiu, soube, pôde, foi possível ser. Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto. Não se preocupe mais com ele e suas definições. Cuide agora da forma. Cuide da voz. Cuide da fala. Cuide do cuidado. Cuide do carinho. Cuide de você. Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

(Artur da Távola)



O texto lindo eu já nem leio com tanta frequência, mas é certo que mudará de casa cada vez que eu mudar de carteira.
Agora ele repousa solitário numa carteira linda direto de New Jersey pelas mãos da Myla.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Mamãe sexy

Estou lendo e me identificando com o novo blog da Flávia. uma mamãe solteira mui linda!

 Lá tem um texto extraído do livro Mamãe sexy:

“A cesariana até que não foi tão ruim. Mesmo. Toma-se muita anestesia – a tal ponto que você não sente nada por baixo do lençol que colocam em seu peito, para impedir que você desmaie ao ver o que estão fazendo lá embaixo. Muitas pessoas ficam à sua volta fazendo o que parece ser a troca de um pneu do seu abdome. E depois, surpreendente, maravilhosa e repentinamente, tiram um bebê lindo, perfeito e adorável de dentro de sua barriga. Depois de todo aquele tempo eu ainda não acreditava que havia um bebê ali. Como foi que ela ficou tão rosada e brilhante naquela escuridão?” 


Quase me acabei de rir!
Foi assim mesmo que me senti, mesmo tendo visto dezenas de partos, cesáreos, normais, naturais, devido minha profissão de enfermeira.
Fiquei louca pra ler o livro. não que esteja grávida (três batidas na madeira! TOC,TOC,TOC) e nem esteja pensando em ficar (não tão cedo! Toc,toc,toc, novamente!). Mas, realmente me identifiquei nos trechos que a Flavinha postou!


Fica aí a dica e minha vontade...