sexta-feira, 12 de março de 2010

Lembranças

Em uma crônica linda, que atéh hoje se discute o autor, se é um professor americano, se é outro sicrano, ou se é do Pedro Bial ( o único que sei que não é), fala que quando estivermos mais velhos, vamos imaginar que as coisas eram melhores na nossa época.
No meu caso, não é imaginação, é realidade! 
De volta à cidade da minha infância, encontro pessoas que trabalharam na minha casa, que foram lavadores do carro do papai, ex-vaqueiros, ex-leiteiros, etc... 
A maioria, do sexo masculino e NUNCA, nunca mesmo qualquer um deles teve qualquer contato inadequado comigo, meus irmãos ou minhas primas.




Tenho orgulho da minha infância, mais que isto, tenho orgulho das pessaos que fizeram parte dela, e não estou falando dos meus tios, nem dos meus amigos não! Estou falando e reverenciando esses homens e mulheres de boa indole, de caráter, que a aproximação com as crianças, era apenas com a finalidade de diverti-las, de uma forma saudável, adequada, honrrosa!
Falo isto, pq não são poucas estas pessoas; tive, Graças à Deus, uma infância muito farta. Não com futilidades, pois para comprar algo material, meu pai e minha mãe faziam com que os convencessemos das finalidade deste, não por mesquinharia, mas para que aprendessemos o valor do dinheiro.
Agora com relação à alimentação e livros, isto a gente podia tudo!!!
Gosto de lembrar dos sábados em que os feirantes iam levar as cestas de frutas e verduras,gosto de lembrar também, com muita saudade, das assinaturas de revistas mensais que meus irmãos e eu tinhamos!
Isto nos fez adultos de verdade!
Sem falsa modéstia eu tenho orgulho da mulher que eu sou! Da mãe que eu me tornei, da profissional, da dona de casa...
Escorrego feio, vez em quando, mas escorrego e admito. E peço desculpa.

Cada vez que o Gu faz algo errado faço ele pedir desculpa, faço ele entender que depois de um pedido (sincero) de desculpas o castigo é sempre menor. Também quando pede algo, faço ele dizer por favor e gosto que ele veja quantas vezes em um restaurante eu agradeço o Garçon, a cozinheira, o guardador de carro, etc...
Faço isto, pq muitos destes homens e mulheres integros da minha infância, hoje tem filhos que envergonham seus pais. Quantos já choraram perguntando onde erraram, e como profissional não posso chorar com eles, mas me envergonho destes filhos que não sabem, como minha família e eu, a descência de seus pais!
Na minha infância, o bicho papão era apenas fictício, um artificio pra tomar remédio ou banho. 
Hoje as bruxas são de verdade, são as babás que machucam cças e idosos indefesos, são as madastras que jogam as enteadas da janela do Ap; E os mosntros são estes inacreditáveis homens que estupram crianças, que assaltam e humilham suas vítimas, são estes filhos que não tem um pingo de amor pelos pais.
Com verdadeira indignação social pelo presente, e com muito amor pelo meu passado termino este post de sexta!

4 comentários:

Kamyla disse...

Super forte e bem escrito...que infância maravilhosa, hein? Seus pais fizeram a lição de casa direitinho!!!!!
Amei, parabéns!!!!!
Bjossssssssssss

Kamyla disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Dalinha Catunda disse...

Olá Paula,
Gostei de seu relato.
Você tocou num ponto, que realmente faz bem lembrar. As pessoas que trabalhavam com as famílias, tinham, não só respeito como carinho. A empregada doméstica, passava a ser uma pessoa da familia e querida.
Realmente as coisas mudaram e muito.
Parabéns pela crônica.
Um abraço,
Dalinha

Paula Aragão disse...

Dalinha foi disso mesmo que eu lembrei. Desse respeito!!
Bjão.