terça-feira, 17 de agosto de 2010

E nessa idade...


'Fui vivendo minha vida de maneira tão solitária, 

conquistando minhas coisas tão no braço 

tão sempre sem nada, 

que aprendi a ter uma enorme admiração 
por mim mesmo.'



"E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará. 
A moça - que não era Capitu, mas também tem olhos de ressaca - levanta e segue em frente. Não por ser forte, e sim pelo contrário... por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência.

E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo." 


"...porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como "sempre" ou "nunca". Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como "não resistirei" por outras mais mansas, como "sei que vai passar". Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência..." 


CaiO F.

2 comentários:

Crica Viegas disse...

Eu tô num momento totalmente "sei que vai passar". Muito bom teu texto!

Paula disse...

Eu estou num 'sei que vai durar'.